Letra: No banheiro, tua mão no espelho
Corpo suado, respiração sem freio
Teu gemido ecoa no azulejo
Hoje cê é minha, sem regras, sem jeito
A água caindo, mas o fogo tá entre nós
Te vi no vapor, mordendo os lábios, sem voz
Encostada na parede, coxa arrepiada
Tua pele molhada é meu vício, minha estrada
Te puxo pela cintura, te viro de leve
Teu olhar me devora, tua boca é febre
Teu perfume se mistura com o cheiro do shampoo
E a gente se encontra onde só cabe eu e tu
No banheiro, tua mão no espelho
Corpo suado, respiração sem freio
Teu gemido ecoa no azulejo
Hoje cê é minha, sem regras, sem jeito
Desce com vontade, senta sem pedir
Te olho no reflexo, tu gosta de me ver subir
As gotas deslizando na tua curva perfeita
O mundo lá fora parou… aqui, cê é feita
Cê geme no meu ouvido, diz que não aguenta
Mas pede mais fundo, tua voz é lenta
Chão molhado, e a pele em combustão
Sexo e alma numa mesma conexão
No banheiro, tua mão no espelho
Corpo suado, respiração sem freio
Teu gemido ecoa no azulejo
Hoje cê é minha, sem regras, sem jeito
Banheiro virou templo...
E teu corpo, minha oração.